Vantagens do streaming para empresas

Conheça os benefícios de investir no streaming para os negócios

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Nos últimos anos, a tecnologia tem transformado a vida das pessoas e empresas de tal modo que hábitos e modelos de consumo mudaram profundamente. Até o início dos anos 2000, era comum as famílias correrem até as locadoras para alugar fitas ou DVDs para assistirem no final de semana. Na indústria musical, a aquisição de CDs também foi aos poucos ficando de lado, inicialmente por conta da pirataria na internet. Atualmente, uma das principais formas de acesso não só de filmes, séries e músicas, mas também programas, jogos, cursos e muitos outros tipos de arquivos é o streaming.

Mas enganam-se quem pensa que as plataformas de streaming têm conteúdos apenas de entretenimento ou são restritas às grandes empresas. Atualmente, diversos segmentos já possuem serviços de streaming disponíveis, além de existirem desenvolvedores especializados na criação de plataformas para pessoas e empresas “comuns”. Por exemplo, uma escola de idiomas local pode transmitir e disponibilizar suas aulas em um ambiente virtual de acesso restrito aos seus alunos com igual, e até superior, qualidade que uma grande rede.

Conhecer o universo dos serviços streaming pode ser interessante tanto para os usuários como também para pessoas e empresas que desejam distribuir conteúdo na internet. Confira o artigo a seguir e descubra as possibilidades que essas plataformas podem proporcionar aos negócios.

O que é streaming?

Apesar de já ter se tornado comum no cotidiano, o termo ainda é muito confundido por boa parte das pessoas. De modo geral, streaming é o nome dado à tecnologia capaz de distribuir conteúdos pela internet sem que haja a necessidade do usuário fazer o download de qualquer arquivo. Áudios e vídeos são os formatos mais comuns, mas as plataformas atuais também comportam arquivos de texto e até jogos, com o streaming podendo ser:

  • Ao vivo – conteúdos transmitidos em tempo real, como jogos, shows e palestras.
  • On demand – arquivos disponibilizados para acesso a qualquer momento, como filmes, cursos e músicas.
  • Híbrido – materiais transmitidos ao vivo e também gravados, como lives de jogos.

Entre as plataformas de streaming mais lembradas, estão: Spotify, Netflix, Amazon Prime Video, Disney + e HBO Max. Mesmo focadas na distribuição de conteúdos, é importante observar que essas plataformas possuem funcionalidades que as diferenciam umas das outras, como a personalização da área do usuário e também pacotes de acesso.

No entanto, existe outra característica que tem transformado ainda mais o cenário de streaming: o fado de que qualquer pessoa pode ser um streamer, que é quem produz esses materiais. Especialmente no cenário de criação de conteúdo informativo e de entretenimento, como jogos, maquiagem e design, algumas plataformas têm se destacado por democratizar esse acesso, como é o caso do Youtube.

Além disso, no mercado atual existem empresas especializadas em desenvolver plataformas de streaming para negócios personalizadas, sendo elas de transmissão ao vivo, on demand ou híbridas. A tendência é que elas sejam utilizadas cada vez mais, tanto para disponibilizar conteúdos para o público em geral quanto para eventos e ações restritas, como nos setores corporativo e educacional.

Live streaming, multistreaming e on demand

Quando se começa a compreender o universo e as possibilidades do streaming, muitas expressões começam a aparecer, podendo gerar confusões mesmo para produtores de conteúdos da área. Streaming, live streaming, multistreaming e on demand são termos bastante comuns no contexto de distribuição de conteúdos na internet e também estão entre os que mais causam dúvidas.

De modo geral, streaming diz respeito à distribuição de conteúdo na internet sem que haja a necessidade de baixar os arquivos para consumi-los. Dentro dessa tecnologia, existem os formatos: live streaming, multistreaming e on demand.

  • Live streaming – se refere ao modelo de streaming que é feito ao vivo, independente do conteúdo ou plataforma que é disponibilizado. Neste formato, os mais comuns são as transmissões de jogos, shows, programas e eventos que acontecem e são difundidos em tempo real.
  • Multistreaming – assim como a live streaming, a expressão está ligada à transmissão ao vivo de acontecimentos. A diferença fica por conta da quantidade de plataformas que o conteúdo aparece. Um exemplo de multistreaming é quando uma palestra é transmitida simultaneamente para o Facebook, Youtube e Instagram.
  • On demand – ao contrário das duas expressões anteriores, o termo é utilizado quando os conteúdos distribuídos pela plataforma não é feito disponibilizado em tempo real. Spotify e Netflix são exemplos desse formato, pois o conteúdo fica disponível por um longo período de tempo e é acessado a qualquer momento pelo usuário.

É importante ressaltar que existem plataformas que atuam tanto com conteúdos ao vivo quanto on demand, e até integrando esses formatos, como o Youtube.

Tipos de conteúdos para streaming

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Quando se pensa em conteúdos de streaming, provavelmente as primeiras respostas que vêm à cabeça são: filmes, séries, jogos e músicas. De fato, os exemplos são os principais conteúdos distribuídos nesse formato atualmente, mas as possibilidades podem ser ainda mais abrangentes, principalmente fora do contexto de entretenimento. Nos segmentos empresarial, educacional e de saúde, por exemplo, o streaming pode ser utilizado como forte aliado em cursos, treinamentos, competições e eventos em geral.

Filmes, séries e documentários

Tendo a Netflix como principal referência em distribuição online desses conteúdos audiovisuais, os vídeos em geral estão entre os arquivos mais procurados na internet, tanto para lazer quanto a troca de informações. Além de filmes, séries e documentários, as plataformas de streaming focadas neste formato atualmente disponibilizam também a programas de auditório, roteiros interativos, desenhos e reality shows.

Músicas e podcasts

Também bastante conhecidas, as plataformas de streaming de músicas e podcasts já fazem um movimento para incluir conteúdos com outros objetivos, como áudios-book, áudios-novelas e programas de auditório. É comum, por exemplo, que o produtor de conteúdo crie um único material para duas plataformas diferentes, como ocorre com os podcasts.

Lives

Especialmente durante a pandemia de Covid-19, as lives se tornaram parte do dia a dia de muitas pessoas, tanto para os produtores quanto para a audiência. Difundida também pelas redes sociais, as elas são especialmente presentes em plataformas de streaming de jogos, como Twitch, Facebook Gaming, Youtube e Nimo TV. Além de jogos, as lives também são realizadas para interagir com o público e transmitir eventos de todos os segmentos.

Cursos e treinamentos

Materiais direcionados para o ensino também vêm ganhando espaço na internet, com plataformas de streaming especializadas no segmento. Muitas delas também têm se fortalecido no desenvolvimento de ambientes virtuais personalizados de acordo com o curso ou treinamento, incluindo transmissões ao vivo e também on demand. A ZoeWeb, por exemplo, é uma das principais referências na área.

Jogos

Novidade para muita gente, atualmente o streaming está chegando à distribuição de jogos. Assim como nas plataformas de áudio e vídeo, os usuários têm a disposição um catálogo para escolher o conteúdo de seu interesse, podendo jogar sem precisar baixar nenhum arquivo. As principais plataformas do segmento são: PlayStation Now, NVIDIA GeForce Now, Google Stadia e Microsoft xCloud.

Livros

Assim como as plataformas de streaming de jogos, é provável que muitos não saibam da existência das focadas em distribuição de livros. Mas apesar de não receberam tanta atenção, entre os amantes de literatura essas plataformas foram tão revolucionárias para o consumo quanto o que ocorre na indústria cinematográfica. Kindle Unlimited, Prime Reading e Skeelo estão entre as principais plataformas do segmento.

Vale observar que na mesma velocidade que os serviços de streaming surgem e ganham destaque, também ocorrem as transformações nas formas de usar essa tecnologia. Por exemplo, plataformas que a princípio distribuíam conteúdos específicos de lives de jogos, hoje também são utilizadas para programas de humor e entrevistas. Quando se trata de plataformas personalizadas, as possibilidades de usar as mesmas ferramentas para novas finalidades podem ser ainda maiores.

Live streaming ou on demand: qual é melhor?

Sejam informativos ou de entretenimento, ao fazer a distribuição de conteúdos na internet é importante avaliar o melhor formato para cada situação: ao vivo, on demand ou ambos. Mesmo streamers, empresas e instituições acostumados a disponibilizar esses materiais na rede, ficam inseguros sobre o melhor caminho para o seu conteúdo.

Especialmente no contexto da educação (cursos livres, treinamentos, graduação, etc.), a possibilidade de fazer streaming ao vivo, on demand ou híbrida pode ser um empecilho para a criação e desenvolvimento do material. Afinal, cada formato pode direcionar o mesmo conteúdo para estruturas totalmente distintas. Por exemplo, um curso de inteligência emocional com aulas ao vivo promoverá uma experiência diferente de um disponibilizado de forma gravada, mesmo que os assuntos abordados sejam os mesmo.

Por isso, quando se distribui conteúdos em plataformas de streaming é crucial avaliar esse modelo para garantir que ele atenda às expectativas, não só do produtor quanto de quem acessa o material. Para definir o formato ideal, pode-se considerar os aspectos abaixo.

Conteúdo a ser distribuído

Antes de decidir sobre o “produto final”, é importante compreender as necessidades e características daquilo que será oferecido. Cursos, eventos, programas, séries, podcasts, e-books – o streaming comporta uma diversidade de conteúdos. As possibilidades são grandes, incluindo as de erro. Então, é preciso refletir questões como:

  • O material distribuído precisa de acesso restrito ou é aberto ao público?
  • Tem profundidade ou é de fácil entendimento?
  • Tem um período de duração? Qual?
  • Requer interação? Qual tipo?
  • O conteúdo é mais formal ou informal?
  • É necessário gerar relatórios de acesso?
  • E certificado?

A partir dessas considerações, é possível que a empresa comece a traçar uma linha de requisitos que direcionam a escolha por uma plataforma de streaming on demand, ao vivo ou híbrido. Mas vale sempre se lembrar da premissa de que “cada caso é um caso”, ou seja, esse processo pode e deve ser muito mais detalhado.

Perfil do criador

Outro fator-chave para determinar tipo ideal de plataforma de streaming para o negócio, é refletir sobre quem disponibiliza o material. Por exemplo, se for uma produtora de eventos, a empresa provavelmente terá uma visão e desejos diferentes de um infoprodutor autônomo. Ao ponderar sobre essas questões, é necessário colocar na balança os objetivos e custos de produção, retorno financeiro pretendido, proximidade com o público-alvo e se haverá a participação de pessoas no material final.

Quando há a presença de interlocutores no conteúdo disponibilizado, como cursos, programas e concursos culturais, é importante considerar também suas características individuais. Por exemplo, um treinamento interno conduzido pelo gestor da empresa pode deixá-lo inseguro se realizado em uma transmissão ao vivo. Já uma professora de pós-graduação pode não ficar confortável em gravar uma aula sem a participação simultânea de alunos.

Perfil do público-alvo

Tão importante quanto avaliar o conteúdo é ter em mente a audiência que se pretende alcançar com o conteúdo. Além de preferências gerais do público, sobre gostar mais de um modo que de outro, é crucial considerar se as pessoas que vão consumir o conteúdo têm internet e aparelhos de acesso de boa qualidade. Mesmo que não seja possível avaliar individualmente a realidade de cada usuário, é possível basear-se em informações demográficas como: localização, idade, nível de escolaridade e classe social.

Geralmente, empresas maiores e estruturadas têm essas e outras informações ainda mais aprofundadas sobre seu público, como estilo de vida e cargo profissional. Mas se não for o caso, é possível conseguir um panorama sobre essas informações na internet e em pesquisas como as do IBGE. Neste caso, cada detalhe sobre a audiência desejada faz toda a diferença.

Além disso, a disponibilidade do público-alvo também deve estar clara para distribuir o conteúdo para pessoas que de fato vão consumir o material. Em caso de produções ao vivo, por exemplo, é fundamental alinhar o dia e horário de transmissão com o período que a audiência estará disponível para assisti-la. O mesmo ocorre com conteúdos disponibilizados on demand. O público terá tempo disponível para consumir o conteúdo desta forma? Será preciso reduzir o tamanho do material? Precisa de mais informações ou profundidade? Pontuações como essas são fundamentais.

Plataforma de distribuição

Com as considerações anteriores feitas, é provável que já consiga compreender o formato de distribuição que melhor se encaixa com as necessidades do produtor e da audiência. No entanto, um ponto que não deve ser deixado para segundo plano é a plataforma de streaming que será utilizada. No mercado atual existem inúmeras opções nacionais e internacionais para distribuir os conteúdos, desde as mais comuns e padronizadas até as mais segmentadas e exclusivas.

Em termos gerais, escolher uma plataforma que atenda as necessidades do conteúdo, do produtor e do consumidor é fundamental para o sucesso da distribuição. Afinal, pode ser desanimador planejar um material de uma forma e ter que alterá-lo para algo diferente do imaginado por conta de uma plataforma ineficaz. Por isso, neste momento é importante retomar as características do produto levantadas ao definir o formato de distribuição, pois elas atuarão como guia para tomar uma decisão assertiva.

Para conteúdos que serão disponibilizadas por live streaming, é preciso avaliar pontos como:

  • Personalização – configuração visual, de ferramentas e acesso da plataforma;
  • Rede de Distribuição de Conteúdo (CDN) – servidores responsáveis pela entrega de conteúdos pela internet e qualidade da transmissão;
  • Múltiplas salas – possibilidade de transmissão de conteúdos simultâneos;
  • Interatividade – ferramentas como chat, enquete, perguntas, gamificação e sorteio;

Já o formato on demand deve considerar aspectos como:

  • Gerenciamento de conteúdo – acesso e organização dos materiais por departamento, usuário e perfil;
  • Categorização – modo de classificação e busca de conteúdos a partir de categorias definias;
  • Usabilidade – criação e disponibilização dos conteúdos de forma simples e ágil.

Além dessas características, é importante conferir aspectos que são importantes para ambos os formatos, como: monetização do acesso; emissão e envio de certificados; emissão de relatórios com KPI’s personalizados, como o tempo de permanência do usuário na plataforma.

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Por que fazer streaming nas empresas?

Independente da área de atuação, os negócios atuais podem, e devem, encaram o streaming como uma tecnologia aliada e estratégica para sua permanência no mercado. O que ocorre é que, mesmo desconsiderando o contexto de distanciamento social por conta da pandemia de Covid-19, o consumidor já não é mais o mesmo. Além dos serviços de streaming, por exemplo, também entram nesse contexto o delivery, infoprodutos, negócios digitais, home office e educação a distância.

Ou seja, o estilo de vida das pessoas, especialmente nas relações de consumo, tem mudado profundamente com o avanço tecnológico. A tendência é que a tecnologia passe a fazer parte da vida das pessoas cada vez mais, facilitando e transformando a própria realidade social.

Especialmente para as áreas de Comunicação, Marketing e Recursos Humanos, o streaming nas empresas pode ser decisivo para alcançar determinados objetivos. Confira a seguir, alguns pontos para avaliar sua inclusão nas estratégias empresariais.

Marketing Digital

Há alguns anos, o digital vem se destacando como principal estratégia de marketing adotada por muitas empresas. Aliadas aos anúncios online, sites, blogs e redes sociais, as plataformas de streaming corporativo têm grande potencial de atingir pessoas que talvez não fossem impactadas por outras estratégias.

Em formato de live streaming ou on demand, a distribuição de conteúdos pode contribuir para o Marketing Digital em muitos pontos, incluindo:

  • Captação de leads – conteúdos que exigem o preenchimento de formulários de cadastro para o acesso são praticamente indispensáveis atualmente. Cursos online e palestras ao vivo são exemplos de materiais que precisam de plataformas de streaming para sua disponibilização.
  • Conversão – oferecer uma aula online experimental ou promover um webinar para pessoas que já estão no fundo do funil de vendas, por exemplo, é uma estratégia bastante eficiente e que também utilizam plataformas de streaming.

Fortalecimento da marca

Aliado ao tópico anterior e muitas vezes trabalhado sob um segundo plano está o fortalecimento da marca do negócio. Os serviços de streaming para as empresas trazem inúmeras oportunidades de se manter presente na rotina do seu público-alvo, principalmente quando os conteúdos distribuídos agregam valor para além do consumo em si, como nas estratégias de Inbound Marketing.

Além disso, o streaming nas empresas pode ser um recurso poderoso para aproximar o consumidor e também alcançar elevado número de pessoas, que muitas vezes não seriam impactadas por outras formas de comunicação. No contexto corporativo, manter um relacionamento com o público-alvo contribui para compreender e avaliar características relevantes para a tomada de decisão na empresa, como o lançamento ou não de um novo produto.

Outro fator relevante e intimamente relacionado a esse posicionamento no mercado é a diferenciação da marca em relação aos concorrentes. O fato é que embora haja uma crescente de oportunidades para as empresas no streaming, boa parte não irá se aventurar na área, principalmente por falta de conhecimento ou recursos para o investimento. Como exemplo, é possível citar os podcasts produzidos por empresas de diferentes segmentos para abordarem conteúdos relacionados à sua área de atuação, se colocando com referência do mercado..

Integração e capacitação

É importante frisar que as plataformas e os conteúdos de streaming de negócios não precisam necessariamente ser direcionados ao público externo. Considerando empresas com poucos recursos financeiros e tecnológicos, talvez seja mais viável para ela investir em materiais para os colaboradores.

Neste cenário, a grande maioria dos conteúdos envolve cursos, treinamentos e eventos relacionados à empresa ou segmento de atuação. Mesmo que um de seus principais focos seja integrar e capacitar o colaborador, é possível explorar o streaming também em outros formatos, como: podcasts, programas de entrevistas e séries educativas.

Além de serem duradouros e de consumo prático e flexível, os conteúdos disponibilizados por streaming também podem contribuir para melhorar a visão e envolvimento do colaborador com a empresa. Afinal, um treinamento online com a possibilidade de estudar e revisar com tranquilidade pode ser mais produtivo que uma capacitação presencial aplicada de forma intensiva em uma única tarde.

Networking e parcerias

Outro benefício do streaming para as empresas diz respeito às oportunidades de networking e parcerias que ele pode gerar. Por exemplo, ao promover uma feira de arquitetura e design online, uma produtora de eventos pode contar com fornecedores, convidados e participantes de diferentes lugares do mundo.

Situações como esta estimulam a troca de conhecimentos e experiências relevantes não só para a produção e distribuição do conteúdo, como também podem gerar parcerias que no futuro extrapolem o contexto do streaming.

Como fazer um streaming de sucesso

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Um dos primeiros questionamentos que aparecem quando se decide distribuir conteúdo online é por onde começar. Mesmo pessoas e empresas experientes, podem se sentirem perdidas em diferentes pontos que envolvem essa tecnologia, como equipamentos, plataformas, formatos, e sobre o conteúdo em si.

É importante enfatizar que nos dias de hoje praticamente todo mundo pode ser um streamer. Essa facilidade possibilita que haja produtores que atuem sem pretensão, como forma de passar o tempo e se divertir, e também aqueles que desejam disponibilizar conteúdos de forma mais profissional.

Ter essa visão é crucial para saber o que é mais ou menos importante para cada streaming. Por exemplo, uma influenciadora digital que deseja abrir uma live apenas para conversar com seus seguidores, pode não querer investir em uma plataforma de streaming personalizada. Já um conselho profissional provavelmente terá a intenção de investir em uma produção mais profissional e específica para promover um simpósio nacional. Seja qual forem as necessidades, existem alguns pontos-chave para serem considerados, incluindo os aspectos a seguir.

Qualidade e profundidade do conteúdo

Quando se decide distribuir conteúdo online, uma das coisas mais importantes a se pensar é o que exatamente irá para o streaming ou não. Apesar de ser algo primordial, é comum encontrar materiais que visivelmente estão incompletos e também conteúdos com mais coisas que deveriam.

Como exemplo, é possível citar eventos ao vivo em que aspectos da produção e transmissão que deveriam ficar nos bastidores acabam sendo acessados pela audiência. Da mesma forma, é possível perceber quando falta algo no conteúdo distribuído, como em cursos online que não abordam pontos importantes do assunto.

Assim, é importante sempre planejar todo o conteúdo que irá para a plataforma de streaming. Seja ao vivo ou on demand, organizar esses aspectos é crucial para que a audiência tenha interesse pelo material e também recomende para outras pessoas.

Com o conteúdo claramente definido, vem o seu desenvolvimento. É necessário frisar que o planejamento deve ser utilizado como guia, mas de modo que também seja atualizado conforme a criação do conteúdo. Afinal, muito do que foi imaginado anteriormente pode não ser possível de ser executado daquela forma. Em transmissões ao vivo, este cuidado na produção deve ser redobrado. Como não há espaços para correções, é importante fazer testes com bastante antecedência para ajustar o que for necessário.

Em ambos os casos, tanto os conteúdos quanto a plataforma de streaming devem ser avaliados também após a disponibilização do material. Caso uma informação esteja equivocada ou uma ferramenta com falhas na utilização, é preciso corrigi-las com prontidão para que o conteúdo não seja descredibilizado.

Alinhamento com o público

Caminhando junto com os conteúdos está a audiência que se deseja alcançar. Ainda durante o planejamento do material, é indispensável levantar informações sobre o público-alvo, fundamentais para apoiar três pontos:

  • Tom e linguagem – o conteúdo precisa ser formal? Com linguagem simples ou mais técnicas?
  • Profundidade – o público já tem um conhecimento prévio sobre o assunto? Ou procura informações gerais?
  • Interação – são pessoas mais jovens? Jogos e dinâmicas vão envolvê-los?

É evidente que esses aspectos se inter-relacionam, sendo importante haver uma coesão entre eles e principalmente que os conteúdos sejam disponibilizados de forma natural e sem exageros. Em um evento para adolescentes conduzido por uma pessoa mais velha, por exemplo, o interlocutor deve adaptar sua fala para que os participantes compreendam, mas evitando palavras que fogem do seu domínio, como gírias e expressões usadas pelos jovens. Situações como esta geralmente mais afastam do que aproximam o público, então é preciso tomar cuidado.

Aparato tecnológico

Com os conteúdos e público-alvo definidos, é hora de pensar sobre questões operacionais do streaming para a empresa. Para isso é importante relembrar que essas plataformas envolvem fundamentalmente três aspectos para seu funcionamento: transmissão, equipamentos e plataforma de distribuição.

No primeiro deles, devem ser considerados tanto a internet em si quanto a rede de distribuição. Pensando a partir do ponto de vista de uma live streaming, o papel da internet fica ainda mais perceptível, pois ela deve ser estável e de qualidade tanto para quem está transmitindo quanto para o público que acompanha. Como o conteúdo é criado e distribuído em tempo real, falhas de conexão podem prejudicar, e muito, a experiência.

Além da internet, a rede de distribuição (CDN) da plataforma utilizada também deve ser avaliada, pois ela é responsável por essa “ponte” entre a produção e entrega do conteúdo. O CDN é o conjunto de servidores distribuídos fisicamente em uma região/país e que garantem que esses conteúdos fiquem disponíveis com qualidade e sem a necessidade de downloads. Grosso modo, eles fazem o “transporte” dos dados e informações, desde a captação até o consumidor. Ou seja, retomando o exemplo da live, quanto mais próximo do local de transmissão e distribuição do conteúdo o CDN estiver, mais estável o streaming será.

Também é preciso dar atenção aos equipamentos utilizados na produção do conteúdo em si, incluindo câmeras, iluminação, microfones e demais aparatos. Tomando como exemplo o streaming de um programa de áudio, devem-se avaliar aspectos como: qualidade de captação e tratamento do som; inclusão de vinhetas e efeitos sonoros; isolamento acústico; quantidade de participantes que o estúdio comporta.

Ainda no contexto da tecnologia, a plataforma de distribuição também deve estar alinhada com as características e necessidades do conteúdo. Atualmente, Youtube, Facebook, Instagram e Twitch estão entre as mais procuradas para o streaming, principalmente ao vivo. Mas apesar de gratuitas e fáceis de acessar, não oferecem recursos e imponência indispensáveis para determinados tipos de conteúdos produzidos por empresas, como cursos e eventos online.

Mesmo em contextos mais simples, como a transmissão ao vivo de uma palestra, vale avaliar plataformas alternativas. No mercado de streaming, existem empresas especializadas no desenvolvimento de plataformas personalizadas para cada tipo de conteúdo e formato de distribuição, como a ZoeWeb.

Monitoramento e avaliação

Tanto durante o streaming quanto após o término (se houver), acompanhar o desempenho e a recepção dos conteúdos é fundamental. Isso se reflete em aspectos como:

  • Acessos;
  • Interação;
  • Comentários;
  • Avaliações;

Fazer essa avaliação contínua contribui para compreender pontos de correção e melhoria no conteúdo, ajustes no direcionamento de público-alvo, e principalmente se o objetivo proposto para o material está sendo atingido. Ter essas informações em mãos também é indispensável quando se tem o desejo de produzir mais conteúdos para streaming, sendo uma base importante para os próximos passos da empresa.

É importante ressaltar que as métricas de avaliação devem ser estabelecidas ainda nos estágios iniciais do planejamento. Disponibilizar esses dados para o produtor do conteúdo deve ser um dos pontos essenciais de serem considerados na definição da plataforma de streaming utilizada.

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